Carpenter House
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Carpenter House

Location : Ponte de Lima , Portugal

Year : 2019 –

Status : Ongoing

Services : Architectural Design • Executive planning • Construction Management • Artistic and Technical Direction • Custom-made Furniture • Selection of materials • Budget Management

3D Images : Simone Antonelli Images

 

Description of project:

PT- IT


CASA PARA UM CARPINTEIRO

Casa per un Falegname

 

O seu nascimento compositivo no percurso de pesquisa.

La sua nascita compositiva nel percorso di ricerca

 

Logo que nos foi comissionado o projeto da casa para um carpinteiro pensamos imediatamente que nos teríamos que interrogar sobre a matéria prima, a madeira. 

Matéria entendida na sua concepção latina de “mater”, ou seja, como substância primária da arquitetura.

Um material natural, que pertence de uma maneira imprescindível ao seu lugar e que afunda as suas raízes aqui, no norte de Portugal. 

Os materiais podem ser apenas vestidos para arquitetura mas, não basta meter um vestido para pertencer a um lugar, é necessário extrair aquelas que são as lições da história que os edifícios partilham: coerência, seriedade, economia, engenho, funcionamento, beleza e identidade.

Começa, então, para nós um percurso que recua à descoberta das origens da utilização deste material, no norte de Portugal, para recolher aqueles princípios da arquitetura que não temem o tempo, porque nós somos o tempo e a nossa arquitetura é a representação daquilo que fazemos no tempo.

A História é aquilo que revela a natureza do Homem e conserva os princípios que sempre existiram.

 

Non appena ci è stato affidato il progetto della Casa per un Falegname abbiamo subito pensato che avremmo dovuto interrogarci sulla materia prima, il legno.  Materia intesa nella sua concezione latina di “mater” dunque, come sostanza prima dell’Architettura.  Un materiale naturale, che appartiene in maniera imprescindibile al suo luogo e che affonda le sue radici qui, nel Portogallo del Nord. I materiali possono essere solo dei vestiti per l’ Architettura, non basta  mettersi un vestito per appartenere ad un luogo, è necessario estrarre quelle che sono le lezioni della storia che gli edifici condividono: coerenza, serietà, economia, ingegno, funzionamento e bellezza. Inizia dunque per noi un percorso a ritroso alla scoperta delle origini dell’utilizzazione di questo materiale, per raccogliere quei principi dell’Architettura che non temono il tempo, perché noi siamo il tempo, la nostra architettura è il nostro fare nel tempo.  La storia è ciò che rivela la natura dell’uomo e custodisce i principi che sono di sempre.

 

 

Mapa Tipológico.  “Arquitetura Popular em Portugal”. Volume I. Zona I.

Mappa Tipologica. “Arquitetura Popular em Portugal”. Volume I. Zona I.

 

 

Passeando pelas cidades do norte de Portugal somos expostos à obstinada presença destes materiais: Granito, Madeira e Reboco Branco.

A combinação destes materiais brutos e nobres ao mesmo tempo marcam as cidades do norte de Portugal de um modo evidente, criando uma atmosfera única.

Imergindo-se neste território, fora das grandes cidades, existe, no entanto, uma arquitetura escondida à maioria, uma arquitetura tradicional de sabor sacro: o Vale dos Espigueiros.

 

Passeggiando per le città del Nord del Portogallo si viene investiti dall’ostinata presenza di queste materie prime: GRANITO, LEGNO, INTONACO BIANCO. La commistione di questi materiali bruti e nobili allo stesso tempo marcano le città del Nord del Portogallo in modo indistinguibile creando un’atmosfera unica. Addentrandosi in questo territorio, fuori dalla grande città, esiste però un’Architettura nascosta ai più, un’architettura tradizionale dal sapore sacro: la “VALE DOS ESPIGUEIROS”. 

 

Espigueiros. Norte Portugal

Granai. Nord Portogallo

 

A primeira vez que vi esta arquitetura popular, pensei que fosse um lugar sacro, como um cemitério, talvez enganada por aquelas cruzes que se erguem todas no ar, todas juntas e que têm como fundo estes vales incontaminados e surpreendentes. 

Mas não, esta arquitetura é o reflexo das necessidades do homem, uma arquitetura para acolher e proteger o milho.

Uma arquitetura exata nas suas funções, proporções, materiais e na sua linguagem.

A arquitetura tradicional das origens encontra-se na arquitetura vernacular, uma arquitetura do povo, feita pelo povo e para o povo e que se faz porta-voz da enorme herança que existe na tradição entre o homem e o próprio lugar, é esta mesma relação que a leva a ser tradicional.

A autenticidade, o despir-se de suplementos inúteis e a sabedoria na utilização dos materiais é a resposta eficaz às necessidades.

Tudo isto, acompanhado por uma incrível beleza formal e uma harmonia com a paisagem, transforma, a arquitetura vernacular, num ensinamento imprescindível.

 

La prima volta che ho visto quest’architettura popolare ho subito pensato che fosse un luogo sacro, un cimitero,forse ingannata da quelle croci che svettavano tutte in alto, tutte insieme e che hanno come sfondo queste valli incontaminate sorprendenti. Invece no, questa architettura è il riflesso delle necessità dell’uomo, un’architettura per accogliere e proteggere il maisUn’architettura esatta nelle sue funzioni, proporzioni, materiali e nel suo linguaggio. L’architettura tradizionale delle origini s’incontra nell’architettura vernacolare, un’architettura del popolo, fatta dal popolo per il popolo e che si fa portavoce dell’ enorme eredità che esiste nella relazione fra l’uomo e il proprio luogo, è proprio questa relazione che la porta ad essere tradizionale. L’autenticità, lo spogliarsi di suppellettili inutili, la sapienza nell’utilizzazione dei materiali, è la risposta efficace alle necessità. Tutto ciò accompagnato da un’incredibile bellezza formale e un’armonia con il paesaggio trasformano, l’architettura  vernacolare, in un’insegnamento imprescindibile. 

 

Espigueiros. Norte Portugal

Granai. Nord Portogallo

 

 

Na arquitetura popular existe uma natureza ética e estética sem alguma influência do carácter político e onde o vernáculo assume um valor moral.

Arquitetura deve ser, portanto, uma história de amor: amor pela paisagem, amor pelo território, amor pela arquitetura que nascerá.

É deste amor que deve nascer a vontade de imaginar o futuro.

Não podemos esquecer que aquilo que nos ajuda a sobreviver num mundo global e competitivo é precisamente a nossa diversidade, alimentada pelas raízes da nossa identidade, aquela identidade contida na arquitetura popular. 

No projeto da Casa Para Um Carpinteiro, situado também este no norte de Portugal, tínhamos à disposição um terreno muito pequeno no meio rural, circundado de casas com pouca qualidade arquitetónica, medíocres, nada de interessante para ver em torno, só vislumbres de natureza em pequenas doses.

O programa querido é, como sempre, vasto: 3 quartos, escritório, salas de estar e jantar, garagem, cozinha, três instalações sanitárias e piscina…

O programa ocuparia quase todo o lote, o que nos levou à procura de uma estratégia compositiva criativa e versátil.

 

Nell’architettura popolare esiste una natura etica ed estetica senza alcuna influenza di carattere politico e dove il vernacolo assume un valore morale. L’architettura deve essere dunque una storia di amore: amore per il paesaggio, amore per il territorio, amore per l’architettura che nascerà. È di questo amore che deve nascere la volontà di immaginare il futuro. Non possiamo dimenticarci che ciò che ci aiuta a sopravvivere in un mondo globale e competitivo è precisamente la nostra diversità, alimentata dalle radici della nostra identità, quell’identità racchiusa nell’architettura popolare. Nel progetto della CASA PER UN FALEGNAME, situato anche’ esso nel Nord del Portogallo, ci è stato affidato un terreno molto piccolo, in piena campagna, circondato da case di non eccellente qualità architettonica, mediocri, nulla di interessante da vedere attorno, solo scorci di natura a piccole dosi.  Il programma richiesto é, come sempre, vasto: tre camere, ufficio, sala, garage, cucina, 3 bagni, piscina… Il programma occupava tutto il lotto, dovevamo trovare una strategia compositiva.

Concept 01. Carpenter House

 

Imaginamos, portanto, que este lote fosse como uma cidade, levando-nos até aos limites consentidos, pensando na fragmentação das suas casas, as suas ruas estreitas e as suas amplas estradas, aos seus serviços, ao vazio das suas praças e aos lugares de convívio.

Rompemos, então, aquele grande volume que continha todo o programa requerido para sucessivamente dividi-lo em elementos mais pequenos que hospedassem os serviços como os quartos, cozinha, o escritório e as instalações sanitárias (como as casas de uma cidade);

Entre um volume e outro existem aqueles espaços mais estreitos, os corredores de luz que capturam fragmentos da paisagem (as vielas da cidade) e aqueles espaços maiores (as estradas da cidade), levando-nos até aos limites consentidos (a periferia da cidade). 

 

Abbiamo dunque immaginato che questo lotto fosse una città, portandoci fino ai limiti consentiti, pensando alla frammentazione delle sue case, ai suoi vicoli stretti e alle sue ampie strade, ai suoi servizi, al vuoto delle sue piazze e ai luoghi dello stare insieme.Abbiamo dunque rotto quella grande box che conteneva tutto il programma richiesto per dividerla in elementi più piccoli che ospitassero i servizi come camere, cucina, studio e bagni (le case della città);  tra una box e l’altra esistono quegli spazi più stretti, i corridoi di luci che catturano frammenti di paesaggio ( i vicoli della città) e quelli più grandi (le strade della città), portandoci fino ai limiti consentiti (le periferie della città).

 

 

 

Concept 02. Carpenter House

Concept 03. Carpenter House

 

A sala hóspeda o mais nobre dos programas requeridos, é a praça, é o vazio, o espaço que se mistura com o exterior graças à transparência dos teus envidraçados e onde convergem todas as atividades. 

Espaço de convívio, a Praça das cidades italianas.

A praça é a beleza das cidades italianas, onde percorrendo aquelas estradas e aquelas vielas escuras e estreitíssimas do centro, nos sentimos forçados e comprimidos, uma genial preparação à descompressão da grande praça. Quando pois se chega à praça somos inundados por uma luz natural fortíssima, de um espaço vivo, amplo, que acolhe múltiplas atividades, perfumes e ruído, o coração vivo das cidades italianas.

A sala, portanto, encarrega-se deste significado e só restava cobrir esta praça com uma grande cobertura, que a protegesse e lhe permitisse hospedar as suas atividades.

 

La sala ospita il più nobile dei programmi richiesti, è la piazza, è il vuoto, lo spazio che si mischia con l’esterno grazie alla trasparenza delle sue vetrate e dove convergono tutte le attività, lo spazio dello stare insieme, la piazza delle città italiane. La piazza è la bellezza delle città italiane dove percorrendo quelle strade e quei vicoli bui e strettissimi del centro ci si sente costretti e compressi, una geniale preparazione alla decompressione della grande piazza. Quando poi si raggiunge la piazza si viene inondati da una luce naturale fortissima, di uno spazio vivo, ampio, che accoglie molteplici attività, profumi, rumori, il cuore vivo delle città italiane. La sala dunque si carica di questo significato e non rimaneva altro che coprire questa piazza con una grande copertura, che la proteggesse e le permettesse di ospitare le sue attività.

 

 

Concept 04. Carpenter House

 

O tema da agregação social num lugar de convergência não pertence só à cultura italiana, mas é um daqueles princípios que nos acompanha desde sempre, assim como aqui em Portugal no Vale dos Espigueiros. 

Analisando a localização destes agregados, pode-se notar como eram escolhidos, acuradamente, sempre lugares sobrelevados. Pelo contrário, a sua implantação nasce de uma maneira espontânea, tudo em torno a estas praças chamadas Eiras, espaços ao ar livre que permitem o trabalho coletivo de uma comunidade e do estar em conjunto.

 

Il tema dell’aggregazione sociale in un luogo di convergenza non appartiene solo alla cultura italiana, ma è uno di quei principi che ci accompagna da sempre, anche qui in Portogallo nella “Vale dos Espigueiros”. 

Analizzando la localizzazione di questi aggregati, si può notare come vengano scelti, accuratamente, sempre luoghi più alti. L’impianto invece nasce in maniera spontanea, tutt’attorno a queste piazze chiamate EIRAS, spazi all’area aperta che permettono il lavoro collettivo della comunità, lo stare insieme.

 

Planta Espigueiros. Norte Portugal

Planimetria Granai. Nord Portogallo

 

Ainda outra vez, o espaço acolhe uma urgência do homem, sendo os seus princípios preservados na história.

Ancora una volta lo spazio accoglie un’urgenza dell’uomo e la storia ne custodisce i principi. 

 

O projeto da Casa Para Um Carpinteiro assim ganha forma.

Il progetto della Casa per un falegname cosí prende forma.

Planta do Projeto CASA PARA UM CARPINTEIRO. Norte Portugal. LOPES PERTILE ARCHITECTS

Pianta del Progetto CASA PER UN FALEGNAME. Nord Portogallo. LOPES PERTILE ARCHITECTS

Continuando a nossa pesquisa na arquitetura popular portuguesa encontramos a “casa sequeiro”, uma tipologia de casa que nasce mais uma vez desta região do milho, onde trabalho, habitar e lugar se fundem. 

Estas casas tem um piso térreo que acolhe as funções diárias enquanto no primeiro piso, longe dos ratos do campo, encontra-se um um espaço para secar o milho através destas grandes varandas que aproveitam o vento que entra através de pequenas fissuras entre os painéis de madeira, ligeiros e permeáveis. (SEMIABERTAS)

 

Continuando la nostra ricerca nell’architettura popolare portoghese abbiamo incontrato la “CASA SEQUEIRO” ( Casa Granaio) , una tipologia di casa che nasce ancora una volta da questa “regione del mais”, dove lavoro, abitare e luogo si fondono. 

Queste case hanno un piano terra che accoglie le funzioni diarie e al primo piano, lontano dai topi si trova un semi-pieno, uno spazio per seccare il mais attraverso queste grandi verande che approfittano del vento che entra attraverso le piccole fessure tra i pannelli di legno, leggeri e permeabili.

 

 

 

Casa Sequeiro.  Norte Portugal

Casa Granaio. Nord Portogallo

 

Por fim, tudo é protegido por uma cobertura imponente, que protege das intempéries, presente e majestosa.

Estes espaços para secar o milho que adquirem o nome de Sequeiros oferecem-se como exemplo equilibrado do ponto de vista plástico, um documento humano, uma elegância do sabor latino na sua lógica construtiva e um desenho ortogonal de uma gravidade monolítica.

 

Tutto infine viene protetto da una copertura imponente, presente, che protegge dalle intemperie, maestosa. Questi spazi per seccare il mais che prendono il nome di SEQUEIROS si offrono come esempio equilibrato dal punto di vista plastico, un documento umano, un’eleganza dal sapore latino nella sua logica costruttiva e un disegno ortogonale di una gravità monolitica.

 

 

Casas Sequeiro.  Norte Portugal. 

Case Granaio. Nord Portogallo. 

 

Quanto mais estudávamos arquitetura tradicional portuguesa mais nos fascinava como aquele uso sábio da madeira, daquelas fissuras, daquele detalhe construído alternando luz e sombra o sábio jogo de cheio e vazio, lembrando-nos das casas brasileiras contemporâneas que tanto observarmos e que raptaram a nossa atenção. 

Estes dois países, Portugal e Brasil, estão ligados imprescindívelmente da língua, da cultura e da sua história. 

Estudando o manual “Inquérito Sobre a arquitetura popular em Portugal na prefação de Nuno Pereira é sublinhado o interesse amadurecido por parte dos brasileiros na arquitetura vernacular portuguesa. 

Para além da cultura, história e língua, Portugal e Brasil, partilham também a sorte de uma disponibilidade da matéria-prima, a madeira, mas no fundo, encontramos para fins diversos um uso comum deste material.

Assim, o expediente da justaposição do ripado de madeira para favorecer a ventilação natural é utilizado em Portugal para secar o milho, enquanto que no Brasil é utilizado como remédio ao clima tropical, prendendo o nome de COBOGÓ.

 

Più studiavo l’architettura tradizionale portoghese più rimanevo affascinata di come quell’uso sapiente del legno, di quelle fessure, di quello dettaglio costruito nell’alternarsi di luci-ombre nel sapiente gioco di pieno-vuoto, mi ricordasse le case brasiliane contemporanee che tanto ho osservato e che hanno rapito la mia attenzione. 

Questi due paesi Portogallo e Brasile sono legati imprescindibilmente dalla lingua, dalla cultura e dalla loro storia. Studiando il manuale “INQUERITO SOBRE A ARQUITECTURA POPULAR EM PORTUGAL” nella prefazione di Nuno Pereira viene sottolineato l’interesse maturato da parte dei brasiliani verso l’architettura vernacolare portoghese. Oltre che la cultura, storia e lingua Portogallo e Brasile condividono anche la fortuna di una disponibilità della materia prima, il LEGNO e infondo per fini diversi ho riscontrato un’utilizzo comune di questo materiale.  Cosi l’espediente della giustapposizione dei ritti in legno per favorire la ventilazione naturale viene utilizzata in Portogallo per seccare il mais, cosi viene utilizzato in Brasile come rimedio al clima tropicale, prendendo il nome di COBOGÒ.

 

 

 

Esquerda : Sequeiro Quadrado, Portugal.     Direita : CasaToblerone, Studio MK27, Brasil.

  Sinistra : Granaio Quadrato, Portogallo.     Destra : CasaToblerone, Studio MK27, Brasile.

 

 

Talvez para tantos o cobogó seja um elemento arquitectónico já conhecido, um pouco como o pátio é para quem vive nos países do Mediterrâneo.

Conhecemos este incrível expediente arquitetónico lendo o livro La Casa Felice, de Filippo Bricolo que descreve o trabalho de Márcio Kogan. Ele reinterpreta este tema criado em Recife e difuso por Lúcio Costa, tornando-se um dos símbolos indistinguíveis da arquitetura contemporânea brasileira.

Mais uma vez descobrimos como o cobogó tenha origem na arquitetura das origens, aquela árabe, das MUXARABIS, importado no Brasil durante a colonização portuguesa.

 

 

Forse per tanti il  Cobogò sarà una elemento architettonico già conosciuto, un pò come il Patio è per chi vive nel paesi del Mediterraneo, ma per me, un’italiana sbarcata in Portogallo che studia l’architettura brasiliana, questo tema è stata una scoperta.  Sono venuta a conoscenza di questo incredibile espediente architettonico leggendo il libro “LA CASA FELICE” di Filippo Bricolo che descrive il lavoro di Marcio Kogan. Lui reinterpreta questo tema creato a Recife e diffuso da Lucio Costa diventando uno dei segni indistinguibili dell’architettura contemporanea brasiliana.  Ancora una volta scopro come il cobogò abbia origine nell’architettura delle origini, quella araba, dai MUXARABIS, importato in Brasile durante la colonizzazione Portoghese. 

 

Muxarabi

 

A religião islâmica não prevê a concretização da imagem de Alá por mão humana, tudo isto levou a esta cultura a plasmar a luz, máxima expressão divina, através das formas geométricas feitas por motivos que deixam passar a luz no magnífico jogo de luz e sombra.

As muxarabis, portanto, desembarcam no Brasil com a finalidade de permitir uma maior ventilação e luminosidade no interior das casas que sofrem de uma exposição à temperatura altíssima, tornando-se um amenizador climático, o Cobogó: uma solução simples, económica, símbolo da arquitetura popular brasileira.

 

La religione islamica non prevede la concretizzazione dell’immagine di Allah per mano umana, tutto ciò ha portato questa cultura a plasmare la luce, massima espressione divina, attraverso le forme geometriche fatte di motivi che lasciano passare la luce nel magnifico gioco di luce e ombra. 

Il muxarabis dunque sbarca in Brasile con la finalità di permettere una maggior ventilazione e luminosità all’interno delle case che soffrono di un’esposizione a temperature altissime diventando un “amenizador” climatico, diventa il Cobogò: una soluzione semplice e economica, il segno dell’architettura popolare brasiliana.

 

 

 

Cima á Esquerda : Sequeiro, Portugal.     Outras : Casas, Studio MK27, Brasil.

 Alto a Sinistra : Granaio, Portogallo.       Resto : Case, Studio MK27, Brasile.

 

 

Assim, Portugal, Itália e Brasil encontram-se, fundem-se e misturam-se na reinterpretação de temas, culturas, histórias, tradições e contemporaneidade no doce jogo de arquitetura, na Casa Para Um Carpinteiro.

Portugal, aqui onde acaba a Europa, o limite último do Mediterrâneo, aqui onde acabam as oliveiras como dizia o notável poeta, é um lugar poupado das modas e dos movimentos de massa.

A grande sorte de trabalhar neste país reside próprio nas suas necessidades.

Aqui falta a grande indústria, a qual se substitui com a unicidade do artesanato.

Aqui falta uma economia forte e rica, à qual a arquitetura responde com os materiais primordiais: luz, sombra, matéria e vazios, tudo unido pelo desenho, aquele à mão, aquele do arquiteto.

Aqui finalmente pode-se encontrar uma arquitetura livre, verdadeira, que preserva os princípios de sempre, aqueles que não temem o tempo, aqueles que nos salvam do tempo, aqueles que representam a nossa contemporaneidade e o nosso tempo, porque não é oprimido pela História, mas esta é outra história… 

 

Cosi Portogallo, Italia, Brasile s’incontrano, si fondono, si mescolano nella reinterpretazione di temi, culture, storie, tradizioni e contemporaneità nel dolce gioco dell’architettura, nella CASA PER UN FALEGNAME. Il Portogallo, qui dove finisce l’Europa, il limite ultimo del Mediterraneo, qui dove “finiscono gli Ulivi”come diceva un noto poeta, in questo luogo risparmiato dalle mode e dalla massa. La grande fortuna di lavorare in questo paese risiede proprio nelle sue mancanze. Qui manca la grande industria, alla quale si sostituisce l’unicità dell’artigianato. Qui manca un’economia forte e ricca, alla quale l’architettura risponde con i materiali primordiali: luce, ombra, materia e vuoti, tutto tenuto insieme dal disegno, quello a mano, quello dell’Architetto. Qui finalmente si può incontrare un’architettura libera, vera, che custodisce i principi di sempre, quelli che non temono il tempo, quelli che ci salvano dal tempo, quelli che rappresentano la nostra contemporaneità,  il nostro tempo perché non schiacciata dalla propria storia, ma questa è un’altra storia…

CASA PARA UM CARPINTEIRO. Ponte de Lima. Portugal. LOPES PERTILE ARCHITECT

 CASA PER UN FALEGNAME. Ponte de Lima.Portogallo.  LOPES PERTILE ARCHITECTS