Portfolio Categories Cultural
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Casa do Conhecimento

Location : Ponte de Lima , Portugal

Year : 2025 –

Status : Ongoing

Function : Library, Archive, and Ancillary Services

Services : Architectural Design • Executive planning • Construction Management • Artistic and Technical Direction  • Selection of materials

 

Description of project:

 

PT


 

Ponte de Lima assume um novo compromisso com a cultura, oferecendo uma resposta concreta às novas ambições da vila.

 

Reconhecendo a cultura como motor de identidade e progresso, aqui a memória ganha voz, o saber expande-se e o futuro desenha-se num espaço único, no coração pulsante da vila — a Casa do Conhecimento, o seu novo centro cultural.

Este edifício nasce como um centro dinâmico de saber e memória, concebido para acolher a nova biblioteca, os arquivos histórico e contemporâneo, auditório, escritórios, salas de formação e espaços recreativos.

É um lugar que une passado e futuro, tradição e inovação, preservando o património da vila e promovendo o desenvolvimento cultural, educativo e social de Ponte de Lima.

A palavra “conhecimento” tem origem no latim cognoscere, que significa saber, conhecer, perceber.

O termo resulta da junção do prefixo com- (ação conjunta) com o verbo gnoscere (conhecer), evocando a ideia de adquirir conhecimento através da colaboração e da partilha.

Este é o princípio orientador do projeto: o conhecimento é um processo coletivo, fruto da interação entre pessoas.

Por esta razão, a arquitetura deve promover esta partilha através dos seus próprios meios.

Para atingir estes objetivos, é essencial criar um ambiente que favoreça interações espontâneas entre os diferentes programas do edifício, onde cada função possa influenciar as outras, proporcionando ao utilizador experiências enriquecedoras e “contaminações” inesperadas.

Estas interações transformam o espaço num verdadeiro ponto de encontro, promovendo a troca entre pessoas de diferentes idades, interesses e contextos.

A arquitetura da Casa do Conhecimento deve refletir esta visão, criando espaços que incentivem a exploração, a descoberta e a aprendizagem através de experiências diretas e livres.

Foi idealizado um espaço multifuncional, versátil e inclusivo, dedicado à promoção da cultura, da arte, da educação e do acesso à informação — direcionado a um público multigeracional e multicultural.

O edifício será concebido com uma abordagem contemporânea, integrando métodos inovadores de transmissão do conhecimento. A arquitetura deve inspirar e acolher, criando oportunidades para a criatividade e o pensamento crítico — que nasce quando se questiona o que se vê, ouve e sente.

Por isso, o projeto assume uma certa complexidade inicial, capaz de despertar a curiosidade e envolver mais profundamente os seus utilizadores.

A Casa do Conhecimento proporcionará oportunidades para explorar, descobrir e construir novas formas de compreender o mundo, reforçando o papel ativo de cada pessoa na construção do seu saber — com especial atenção aos estudantes, público prioritário do projeto.

A proximidade das escolas cria uma oportunidade única de ligação diária, facilitada por um percurso acessível que conecta as instituições educativas à Avenida António Feijó, transformando o lote num atalho funcional para os estudantes que se dirigem à paragem de autocarros — e, simultaneamente, num espaço acolhedor e convidativo à permanência.

 

Outro aspeto essencial do projeto é a sua relação com o contexto urbano envolvente: o centro histórico, as habitações, a Avenida António Feijó e os equipamentos escolares. A Casa do Conhecimento atuará como mediadora, conectando-se ao território através de espaços públicos acessíveis e áreas verdes, promovendo uma transição harmoniosa entre a cidade e o edifício, e incentivando a interação social e cultural para além dos seus limites físicos.

A permeabilidade do lote é um princípio fundamental. Atualmente delimitado por muros, o terreno será transformado numa área verde integrada no património natural de Ponte de Lima, contribuindo para o conforto ambiental e identidade visual da vila.

O acesso à Casa do Conhecimento faz-se por uma entrada rebaixada, num nível semi-ipogéu, que convida o visitante a descer — num gesto simbólico de procura e aprofundamento. Esta descida não é apenas física, mas também evocativa: para nós, o conhecimento não se encontra na superfície, mas na profundidade — na escavação paciente e curiosa do saber. Ao conduzir o corpo neste movimento descendente, evocamos uma imersão interior, uma atitude de descoberta. Ao mesmo tempo, este gesto permite que o edifício respeite a escala do seu entorno, sem se impor visualmente.

 

Assim, a arquitetura traduz em forma a própria natureza do conhecimento: algo que se procura, que se constrói num diálogo entre espaço, tempo e pensamento.

A Casa do Conhecimento é concebida como uma praça coberta — um espaço vital onde se entrelaçam e se manifestam os laços sociais, culturais e económicos da comunidade. A praça é o coração da vila, um ponto de encontro das atividades diárias, da partilha e da construção da identidade coletiva, funcionando como lugar de inclusão e participação. É onde a vila se expressa, promovendo o diálogo entre o indivíduo e a coletividade, tornando-se centro da vida quotidiana.

Este espaço simboliza o tempo e a história da vila — um lugar de encontro e reflexão que ajuda a definir a sua alma.

Com a Casa do Conhecimento, Ponte de Lima terá a sua própria Praça do Conhecimento.

 

 

     PLANTAS

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Grande MAXXI

Location : Rome, Italy

Year : 2022

Status : Competition

Architecture: Lopes Pertile Architects

3D Images : Simone Antonelli Images

Landscape : Simone Antonelli, Susan Isawi, Gaila

Economic Analysis : Giovanni Sarandrea

Texts: Mattia Proietti Tocca

 

Description of project:

 

IT


 

Il progetto per il concorso Grande MAXXI propone strategie, configurazioni e azioni necessarie per la trasformazione di parte dello spazio aperto prospiciente il Museo Nazionale delle Arti del XXI secolo e per la realizzazione del nuovo edificio multifunzionale.

L’intento del progetto è proporre una trasformazione in grado di affermare una rinnovata centralità del complesso museale, attraverso la definizione di nuove qualità spaziali, funzionali e comunicative, basate sul concetto di permeabilità.

L’ambizione del progetto è quella di permettere all’intera città di Roma di proiettarsi definitivamente nella contemporaneità con la stessa energia con la quale si riconosce nei suoi valori storici.

Il concetto di permeabilità è la matrice della visione progettuale.

Permeabilità intesa dal punto di vista percettivo: porosità delle trame di materiali vegetali e di quelli artificiali.

Permeabilità nei flussi: nelle opportunità di utilizzo degli spazi che si offrono come dispositivi in grado di ospitare diverse attività.

In questo modo l’idea progettuale si identifica come opportunità di dialogo, di interazione tra chi vive gli spazi della piazza e chi usa quelli dell’edificio multifunzionale.

 

In definitiva, il ruolo del progetto è quello di costruire un luogo inedito dell’abitare per la città contemporanea, in cui il concetto di permeabilità assume il suo carattere di maggiore rilievo quando applicato alla cultura, intesa come moltiplicatore di sapere e generatore di democrazia.

Un’architettura che dialoga con la città, che stimola curiosità, che si offre anche a chi semplicemente si trova di passaggio e che permette di far intravedere le sue attività. In questo modo si promuove una condivisione di saperi fra le attività interne all’edificio e chi vive la città, durante un ampio lasso temporale che comprende il giorno e la notte.

L’edificio promuove la relazione oltre che fra i saperi anche con il paesaggio, con la vegetazione e le attività umane.

L’edificio prende ispirazione dagli ambienti del sottobosco, da quell’atmosfera che si crea quando la luce del sole si fa spazio tra le chiome degli alberi in un gioco di luci puntiformi.
La pelle dell’edificio permette diversi livelli di permeabilità alla luce solare e alla vista delle attività al suo interno.
La sua permeabilità viene controllata dalla diversa densità dei fori, che a sua volta si definisce in base alle funzioni che ospita, alla localizzazione e all’orientamento solare.
Si costruisce così un dispositivo di regolazione di luce e vista, un gradiente di permeabilità calibrata a diversi livelli di profondità.

 

Anche al suo interno l’edificio permette ai visitatori di poter fare un’esperienza autonoma, promuovendo la condivisione anche indiretta dei saperi. La distribuzione dell’edificio, infatti, permette ai visitatori di poter vedere all’interno degli spazi dedicati ai laboratori ed archivi, attraverso grandi vetrate.

La circolazione interna dell’edificio è condivisa tra lavoratori e visitatori ma gli spazi di lavoro hanno accessi controllati ed autonomi.

Parte degli archivi inoltre sono stati portati negli spazi di circolazione, fuori dagli ambienti chiusi dell’archivio, in modo da promuovere, ancora una volta, la condivisione dei saperi.

La proposta progettuale rafforza il sistema biologico esistente attraverso la ridefinizione della vegetazione: le nuove aree vegetali saranno il luogo di sviluppo di diversità e varietà biologica che si diffonderà nella città con benefici evidenti anche per la qualità urbana.

La configurazione spaziale, le aggregazioni tra le specie svolgono un ruolo positivo in favore della riduzione degli effetti dell’isola di calore e allo stesso tempo concorrono alla creazione di uno spazio urbano di tipo nuovo, intermedio tra piazza e giardino, interpretando così il carattere mediterraneo di una feconda relazione tra città, natura e paesaggio.

L’aggregazione di Acer Campestre, Acer monspessulanum e Fraxinus ornus in forma di bosco determina una “bolla di penombra” nella quale il comfort termico è maggiore (per l’effetto combinato di evapotraspirazione e ombreggiamento) con un significativo abbassamento della temperatura ambiente fino a 3°C in meno. Il sesto d’impianto regolare e il passo di piantumazione sono in funzione delle attività previste e dell’ottimizzazione dell’efficienza termoregolatrice. Inoltre, unitamente all’insieme degli arbusti dei parterre vegetali e alla vegetazione esistente le alberature contribuiscono alla riduzione di CO2 presente nell’aria.

 

La costruzione di uno spazio ibrido tra corte interna dell’edificio e piazza pubblica, ha dato vita a una soglia dai margini indefiniti, uno spessore di transizione che si materializza in un punto nodale: la piazza d’acqua. Luogo dai caratteri effimeri, si caratterizza in base alle differenti modalità con la quale l’acqua si manifesta: nebulizzazioni, zampilli e semplicemente veli d’acqua. Area ludica, zona di passaggio, punto di aggregazione o di ristoro, questa porzione di spazio pubblico si presta a diversi utilizzi che sono influenzati dalla natura mutevole dello spazio e dei suoi utilizzi.

Nella parte centrale dell’area compresa tra il MAXXI e il nuovo edificio multifunzionale, si colloca un tappeto ludico, un dispositivo di gioco creativo, spazio versatile e informale aperto all’utilizzo per tutte le fasce di età.

Infine, sulla copertura dell’edificio, trovano spazio degli orti urbani, spazi ibridi tra giardini, frutteti, luoghi di produzione e soprattutto luoghi del sociale e della didattica.

 

Tramas d’Oiro

Location: Lisbon, Portugal

Year: 2021

Status : Honorable Mention Competition

3D Images : Simone Antonelli Images

 

Description of project:

 

EN


 

TRAMAS d’OIRO

Quinta de Monte d’Oiro is characterized by an area that can be divided in two zones: 

The North one is characterized by long, straight and continuous buildings, parallel to each other, with a considerable size, compared with the urban context; 

The South one has an interesting topography overlooks the vineyards landscape. 

 

The heritage of the preexistence lies on its layout and in the urban lines that buildings create, composing what we call tramas, a Portuguese word that has various meanings such as weaving, which reminds of making a complex story or a pattern from a number of interconnected elements. The new project respects the inherited pattern by continuing the existing system with its proportions, creating a path and a podium to observe the infinite landscape. 

 

Architecture must take resolute decisions, respecting the preexistence, connecting as a bridge, the contemporary world and its history. 

This is why the project aims to connect the existing buildings’ tramas by creating a courtyard, typical of Mediterranean countries and also a large promenade alongside the landscape, which guide us passing under the bridge and gently slopes towards the vineyards.

 

The vineyards are the true protagonist of this site. 

The wine production area and now the Hotel are born from vineyards.

Therefore the vineyards’ tramas have a direct impact on the composition of the project, bringing with it the textures of the landscape

 

In the functional optimization of the program, the suspended 

belvedere-bridge crosses over and connects three terraces which follow the same axes of : the vineyards, the existing buildings and the courtyard. 

These three rooftops create different and unique atmospheres. 

 

The result of the project is a dialogue between the existing buildings, the territory and the contemporary world. 

Its language becomes part of contemporary Portuguese architecture characterized by simplicity, in full respect of the economy of means, which use the noblest materials such as sunlight, shadows, proportions and directions.

 

We are firmly convinced that the simplicity is a solved complexity.

It is precisely these tramas that characterize the long lines of the vineyards that can be seen in the main elevation of the project.

Thus these long horizontal lines dialog with the landscape.

The three smaller terraces blend with the colors of the ground whereas the main belvedere landmark becomes a white canvas that absorbs the colors of the nature of this site becoming itself Trama d’Oiro.

 

Publications :