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Casa do Conhecimento

Location : Ponte de Lima , Portugal

Year : 2025 –

Status : Ongoing

Function : Library, Archive, and Ancillary Services

Services : Architectural Design • Executive planning • Construction Management • Artistic and Technical Direction  • Selection of materials

 

Description of project:

 

PT


 

Ponte de Lima assume um novo compromisso com a cultura, oferecendo uma resposta concreta às novas ambições da vila.

 

Reconhecendo a cultura como motor de identidade e progresso, aqui a memória ganha voz, o saber expande-se e o futuro desenha-se num espaço único, no coração pulsante da vila — a Casa do Conhecimento, o seu novo centro cultural.

Este edifício nasce como um centro dinâmico de saber e memória, concebido para acolher a nova biblioteca, os arquivos histórico e contemporâneo, auditório, escritórios, salas de formação e espaços recreativos.

É um lugar que une passado e futuro, tradição e inovação, preservando o património da vila e promovendo o desenvolvimento cultural, educativo e social de Ponte de Lima.

A palavra “conhecimento” tem origem no latim cognoscere, que significa saber, conhecer, perceber.

O termo resulta da junção do prefixo com- (ação conjunta) com o verbo gnoscere (conhecer), evocando a ideia de adquirir conhecimento através da colaboração e da partilha.

Este é o princípio orientador do projeto: o conhecimento é um processo coletivo, fruto da interação entre pessoas.

Por esta razão, a arquitetura deve promover esta partilha através dos seus próprios meios.

Para atingir estes objetivos, é essencial criar um ambiente que favoreça interações espontâneas entre os diferentes programas do edifício, onde cada função possa influenciar as outras, proporcionando ao utilizador experiências enriquecedoras e “contaminações” inesperadas.

Estas interações transformam o espaço num verdadeiro ponto de encontro, promovendo a troca entre pessoas de diferentes idades, interesses e contextos.

A arquitetura da Casa do Conhecimento deve refletir esta visão, criando espaços que incentivem a exploração, a descoberta e a aprendizagem através de experiências diretas e livres.

Foi idealizado um espaço multifuncional, versátil e inclusivo, dedicado à promoção da cultura, da arte, da educação e do acesso à informação — direcionado a um público multigeracional e multicultural.

O edifício será concebido com uma abordagem contemporânea, integrando métodos inovadores de transmissão do conhecimento. A arquitetura deve inspirar e acolher, criando oportunidades para a criatividade e o pensamento crítico — que nasce quando se questiona o que se vê, ouve e sente.

Por isso, o projeto assume uma certa complexidade inicial, capaz de despertar a curiosidade e envolver mais profundamente os seus utilizadores.

A Casa do Conhecimento proporcionará oportunidades para explorar, descobrir e construir novas formas de compreender o mundo, reforçando o papel ativo de cada pessoa na construção do seu saber — com especial atenção aos estudantes, público prioritário do projeto.

A proximidade das escolas cria uma oportunidade única de ligação diária, facilitada por um percurso acessível que conecta as instituições educativas à Avenida António Feijó, transformando o lote num atalho funcional para os estudantes que se dirigem à paragem de autocarros — e, simultaneamente, num espaço acolhedor e convidativo à permanência.

 

Outro aspeto essencial do projeto é a sua relação com o contexto urbano envolvente: o centro histórico, as habitações, a Avenida António Feijó e os equipamentos escolares. A Casa do Conhecimento atuará como mediadora, conectando-se ao território através de espaços públicos acessíveis e áreas verdes, promovendo uma transição harmoniosa entre a cidade e o edifício, e incentivando a interação social e cultural para além dos seus limites físicos.

A permeabilidade do lote é um princípio fundamental. Atualmente delimitado por muros, o terreno será transformado numa área verde integrada no património natural de Ponte de Lima, contribuindo para o conforto ambiental e identidade visual da vila.

O acesso à Casa do Conhecimento faz-se por uma entrada rebaixada, num nível semi-ipogéu, que convida o visitante a descer — num gesto simbólico de procura e aprofundamento. Esta descida não é apenas física, mas também evocativa: para nós, o conhecimento não se encontra na superfície, mas na profundidade — na escavação paciente e curiosa do saber. Ao conduzir o corpo neste movimento descendente, evocamos uma imersão interior, uma atitude de descoberta. Ao mesmo tempo, este gesto permite que o edifício respeite a escala do seu entorno, sem se impor visualmente.

 

Assim, a arquitetura traduz em forma a própria natureza do conhecimento: algo que se procura, que se constrói num diálogo entre espaço, tempo e pensamento.

A Casa do Conhecimento é concebida como uma praça coberta — um espaço vital onde se entrelaçam e se manifestam os laços sociais, culturais e económicos da comunidade. A praça é o coração da vila, um ponto de encontro das atividades diárias, da partilha e da construção da identidade coletiva, funcionando como lugar de inclusão e participação. É onde a vila se expressa, promovendo o diálogo entre o indivíduo e a coletividade, tornando-se centro da vida quotidiana.

Este espaço simboliza o tempo e a história da vila — um lugar de encontro e reflexão que ajuda a definir a sua alma.

Com a Casa do Conhecimento, Ponte de Lima terá a sua própria Praça do Conhecimento.

 

 

     PLANTAS

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Golf House

Location : Ponte de Lima , Portugal

Year : 2022 –

Status : Ongoing

Services : Architectural Design • Executive planning • Construction Management • Artistic and Technical Direction • Custom-made Furniture • Selection of materials • Budget Management

3D Images : Simone Antonelli Images

 

 

Description of project:

 

PT


O projeto localiza-se num lugar privilegiado pela quietude e pela paisagem deslumbrante do Campo de Golfe de Ponte de Lima.

O terreno é caracterizado por um desnível topográfico de cerca de 18 m de altura e por uma forte manipulação da topografia devido a um projeto anterior que foi interrompido logo no início da sua construção, deixando apenas a memória da sua implantação e a estrutura de uma piscina.

O projeto nasce desta “ruína topográfica”, a qual impulsionou a ideia de criar dois volumes: um à cota alta, dedicado à zona de dia, e um à cota baixa, dedicado à zona de noite, interligados por uma passagem subterrânea, abraçando, assim, a piscina pré-existente, que se tornou, inevitavelmente, no elemento organizador de todo o projeto.

Estes dois volumes são adicionalmente conectados por um vazio exterior habitável, definido espacialmente por uma grande cobertura.

O acesso à habitação faz-se a partir da cota alta, onde a cobertura se alonga e se interrompe para indicar o início de uma promenade que rompe parcialmente o volume à cota alta, levando o habitante a uma cota intermédia onde pode aceder ao jardim protegido pela grande cobertura ou entrar na habitação.

No seu interior, o espaço da zona de dia distingue-se pela presença de um arco que suporta a escada de acesso a partir da cobertura. Ao atravessar esse arco, vai-se revelando o percurso subterrâneo que acompanha os habitantes a uma cota inferior, guiados por uma luz zenital suave e por uma abertura que permite o reencontro com a piscina. Esse percurso culmina nos espaços da zona de noite, que se abrem completamente à paisagem do Campo de Golfe.

A habitação caracteriza-se pela sua simplicidade matérica e pela sua complexidade espacial, revelando-se pouco a pouco aos seus habitantes, sem nunca se mostrar na sua totalidade, promovendo o contacto com o exterior e uma forte sensação de privacidade e tranquilidade.

 

View from Golf Course

Alpendre

Living room

Kitchen 

Bedroom

Night View 

 


Roof Plan

-1 Floor

Casa do Alpendre

Location : Ponte de Lima, Portugal

Year : 2020 –

Status : Project

3D Image : Christian Gaudino

Villa in Pianura

Location : Padova, Italy

Year : 2022 –

Status : Ongoing

Services : Architectural Design  • Construction Management • Artistic and Technical Direction • Custom-made Furniture • Selection of materials

3D Images : Simone Antonelli Images

 

 

Description of project:

 

EN


Villa in Pianura was born from very specific constructive and structural necessities, turning this project in a real design challenge.

The request was to build a house with technical characteristics that would qualified the house in the A4 energy class: low environmental impact; high comfort guaranteed and minimized energy waste.

Therefore the house will be built with ISOTEX system, made of recycled untreated fir wood and 99% pure Portland cement. The choice of this construction system, made of very thick blocks, has determined the design theme of the house:

In the elegance of its bas-reliefs;

In the depth of its engravings;

And in the light and shadow contrast of the thickness of the walls and the cantilevered slabs.

The volume of the house is shaped by the strength of its clear geometric gestures, which guide the view towards the landscape, the earth and the sky.

 

 

The choice of the white limestone of the site, with its gray veins, amplifies the bas-reliefs with new shades of white.

The exterior of the house vibrates with the contrasts, generated by slightly misaligned walls.

These subtle engravings and misalignments try to balance the long lines of the two overlaid volumes, laid down lengthwise on the site, taking inspiration of the typical “Pianura Padana” flats landscape.

The two volumes create covered outdoor spaces, which host:

the entrance;

outdoor dining spaces;

a refuge from the rain and the strong sun,

providing protection all around the living area.

 

The living-room is the heart of the house:

generous in width and height, with oversized furniture, most common in bars and hotels.

Aiming to create the simplest of the spaces, led us to compact various objects into just a few oversized elements.

The openness of the large windows create a true sense of free space, in connection with the natural landscape in which, at the end of the day, we can appreciate all the beauty of its sunset.

 

 

PT


Villa in Pianura nasce de necessidades construtivas e estruturais muito especificas, tornando o projeto num verdadeiro desafio compositivo e espacial.

Era necessário construir uma habitação com características técnicas que garantisse a classificação da mesma na classe energética A4 (Itália APE): baixo impacto ambiental, elevado conforto térmico e perdas energéticas mínimas. Para além disso, a habitação será construída numa zona de risco sísmico elevado.

Nesse sentido, foi escolhido um sistema construtivo em alvenaria de blocos de madeira-betão (madeira 100% reciclada não tratada), termo isolantes e que servem eles próprios como cofragem a uma parede estrutural continua, conferindo-lhe, assim, todas as características anti-sísmicas necessárias.

A escolha deste sistema construtivo, constituído por blocos muito largos, definiu parte do desenho da habitação: na elegância dos seus baixos-relevos, na profundidade das paredes escavadas e no contraste de luz e sombra destas mesmas espessuras, assim como, do volume em balanço.

O volume da habitação caracteriza-se pela força dos seus claros gestos geométricos, que guiam o olhar para a paisagem, para a terra e para o céu.

A escolha da utilização do mármore local, com os seus veios acinzentados, amplifica os baixos-relevos com novas nuances de branco.

O exterior da habitação vibra através de contrastes, gerados por pequenos deslindamentos das paredes.

Estas pequenas incisões e deslindamentos atuam como contraposição às longas linhas dos dois volumes sobrepostos, colocados longitudinalmente no terreno, inspirando-se na típica paisagem plana da Pianura Padana.

A sobreposição dos dois volumes criam espaços exteriores cobertos, acolhendo:entrada, espaço de refeições e de estar, abrigo da chuva e do forte sol e proteção entorno a toda a zona comum da habitação.

A sala de estar é o coração da casa: generosa em largura e altura, com mobiliário de grande escala.

O objetivo de criar o mais simples dos espaços, levou à compactação de vários objetos e funções em apenas alguns elementos de grande escala.

A abertura de grandes envidraçados criam uma real sensação de espaço livre, ligado à paisagem natural, na qual, ao final do dia, se pode apreciar toda a beleza do seu por do sol.

 

IT


Il progetto della Villa in Pianura nasce delle specificità costruttive e strutturali che sono state vere sfide progettuali.

La richiesta era quella di costruire un’abitazione che potesse avere caratteristiche tecniche che la potessero qualificare in classe energetica A4: a basso impatto ambientale; che garantisse un elevato confort e che riducesse al minimo gli sprechi energetici.

Perciò la casa sarà costruita con i blocchicassero in legno e cemento ISOTEX.La scelta di questo sistema costruttivo, costituito da blocchi molto spessi, ha determinato il tema progettuale della casa:nella profondità dei suoi bassorilievi; nell’eleganza delle sue incisioni; nel sottile gioco d’ombre che accompagnano i diversi piani e spessori.

La scelta di utilizzare una pietra bianca calcarea del luogo, con venature grigie, amplifica i bassorilievi che si dipingono di nuove sfumature di bianco.

L’esterno della casa dunque vibra di quei chiaro-scuri generati da muri leggermente disallineati. Queste sottili incisioni e disallineamentigiocano un ruolo opposto alle lunghe linee continue dei due volumi sovrapposti, che si distendono lungo il paesaggio e che da esso stesso ne prendono ispirazione : l’infinita distensione della pianura padana.

I due volumi sovrapposti disallineati creano degli spazi esterni coperti che danno rifugio contro la pioggia o il forte sole, ospitando uno spazio dove mangiare all’aperto, un ingresso e una protezione costante attorno a tutto il piano giorno della casa.

La sala è il cuore della casa: generosa, ampia, che ospita arredi fuori misura che probabilmente potremmo incontrare più facilmente in un hotel o un bar, ma è proprio questa libertà dello spazio che offre ristoro alla nostra quotidianità e che grazie alle grandi vetrate ci permette di non perdere il contatto con l’esterno e a fine giornata poter apprezzare la bellezza di un tramonto .

 

Carpenter House

Location : Ponte de Lima , Portugal

Year : 2019 –

Status : Ongoing

Services : Architectural Design • Executive planning • Construction Management • Artistic and Technical Direction • Custom-made Furniture • Selection of materials • Budget Management

3D Images : Simone Antonelli Images

 

Description of project:

PT- IT


CASA PARA UM CARPINTEIRO

Casa per un Falegname

 

O seu nascimento compositivo no percurso de pesquisa.

La sua nascita compositiva nel percorso di ricerca

 

Logo que nos foi comissionado o projeto da casa para um carpinteiro pensamos imediatamente que nos teríamos que interrogar sobre a matéria prima, a madeira. 

Matéria entendida na sua concepção latina de “mater”, ou seja, como substância primária da arquitetura.

Um material natural, que pertence de uma maneira imprescindível ao seu lugar e que afunda as suas raízes aqui, no norte de Portugal. 

Os materiais podem ser apenas vestidos para arquitetura mas, não basta meter um vestido para pertencer a um lugar, é necessário extrair aquelas que são as lições da história que os edifícios partilham: coerência, seriedade, economia, engenho, funcionamento, beleza e identidade.

Começa, então, para nós um percurso que recua à descoberta das origens da utilização deste material, no norte de Portugal, para recolher aqueles princípios da arquitetura que não temem o tempo, porque nós somos o tempo e a nossa arquitetura é a representação daquilo que fazemos no tempo.

A História é aquilo que revela a natureza do Homem e conserva os princípios que sempre existiram.

 

Non appena ci è stato affidato il progetto della Casa per un Falegname abbiamo subito pensato che avremmo dovuto interrogarci sulla materia prima, il legno.  Materia intesa nella sua concezione latina di “mater” dunque, come sostanza prima dell’Architettura.  Un materiale naturale, che appartiene in maniera imprescindibile al suo luogo e che affonda le sue radici qui, nel Portogallo del Nord. I materiali possono essere solo dei vestiti per l’ Architettura, non basta  mettersi un vestito per appartenere ad un luogo, è necessario estrarre quelle che sono le lezioni della storia che gli edifici condividono: coerenza, serietà, economia, ingegno, funzionamento e bellezza. Inizia dunque per noi un percorso a ritroso alla scoperta delle origini dell’utilizzazione di questo materiale, per raccogliere quei principi dell’Architettura che non temono il tempo, perché noi siamo il tempo, la nostra architettura è il nostro fare nel tempo.  La storia è ciò che rivela la natura dell’uomo e custodisce i principi che sono di sempre.

 

 

Mapa Tipológico.  “Arquitetura Popular em Portugal”. Volume I. Zona I.

Mappa Tipologica. “Arquitetura Popular em Portugal”. Volume I. Zona I.

 

 

Passeando pelas cidades do norte de Portugal somos expostos à obstinada presença destes materiais: Granito, Madeira e Reboco Branco.

A combinação destes materiais brutos e nobres ao mesmo tempo marcam as cidades do norte de Portugal de um modo evidente, criando uma atmosfera única.

Imergindo-se neste território, fora das grandes cidades, existe, no entanto, uma arquitetura escondida à maioria, uma arquitetura tradicional de sabor sacro: o Vale dos Espigueiros.

 

Passeggiando per le città del Nord del Portogallo si viene investiti dall’ostinata presenza di queste materie prime: GRANITO, LEGNO, INTONACO BIANCO. La commistione di questi materiali bruti e nobili allo stesso tempo marcano le città del Nord del Portogallo in modo indistinguibile creando un’atmosfera unica. Addentrandosi in questo territorio, fuori dalla grande città, esiste però un’Architettura nascosta ai più, un’architettura tradizionale dal sapore sacro: la “VALE DOS ESPIGUEIROS”. 

 

Espigueiros. Norte Portugal

Granai. Nord Portogallo

 

A primeira vez que vi esta arquitetura popular, pensei que fosse um lugar sacro, como um cemitério, talvez enganada por aquelas cruzes que se erguem todas no ar, todas juntas e que têm como fundo estes vales incontaminados e surpreendentes. 

Mas não, esta arquitetura é o reflexo das necessidades do homem, uma arquitetura para acolher e proteger o milho.

Uma arquitetura exata nas suas funções, proporções, materiais e na sua linguagem.

A arquitetura tradicional das origens encontra-se na arquitetura vernacular, uma arquitetura do povo, feita pelo povo e para o povo e que se faz porta-voz da enorme herança que existe na tradição entre o homem e o próprio lugar, é esta mesma relação que a leva a ser tradicional.

A autenticidade, o despir-se de suplementos inúteis e a sabedoria na utilização dos materiais é a resposta eficaz às necessidades.

Tudo isto, acompanhado por uma incrível beleza formal e uma harmonia com a paisagem, transforma, a arquitetura vernacular, num ensinamento imprescindível.

 

La prima volta che ho visto quest’architettura popolare ho subito pensato che fosse un luogo sacro, un cimitero,forse ingannata da quelle croci che svettavano tutte in alto, tutte insieme e che hanno come sfondo queste valli incontaminate sorprendenti. Invece no, questa architettura è il riflesso delle necessità dell’uomo, un’architettura per accogliere e proteggere il mais. Un’architettura esatta nelle sue funzioni, proporzioni, materiali e nel suo linguaggio. L’architettura tradizionale delle origini s’incontra nell’architettura vernacolare, un’architettura del popolo, fatta dal popolo per il popolo e che si fa portavoce dell’ enorme eredità che esiste nella relazione fra l’uomo e il proprio luogo, è proprio questa relazione che la porta ad essere tradizionale. L’autenticità, lo spogliarsi di suppellettili inutili, la sapienza nell’utilizzazione dei materiali, è la risposta efficace alle necessità. Tutto ciò accompagnato da un’incredibile bellezza formale e un’armonia con il paesaggio trasformano, l’architettura  vernacolare, in un’insegnamento imprescindibile. 

 

Espigueiros. Norte Portugal

Granai. Nord Portogallo

 

 

Na arquitetura popular existe uma natureza ética e estética sem alguma influência do carácter político e onde o vernáculo assume um valor moral.

Arquitetura deve ser, portanto, uma história de amor: amor pela paisagem, amor pelo território, amor pela arquitetura que nascerá.

É deste amor que deve nascer a vontade de imaginar o futuro.

Não podemos esquecer que aquilo que nos ajuda a sobreviver num mundo global e competitivo é precisamente a nossa diversidade, alimentada pelas raízes da nossa identidade, aquela identidade contida na arquitetura popular. 

No projeto da Casa Para Um Carpinteiro, situado também este no norte de Portugal, tínhamos à disposição um terreno muito pequeno no meio rural, circundado de casas com pouca qualidade arquitetónica, medíocres, nada de interessante para ver em torno, só vislumbres de natureza em pequenas doses.

O programa querido é, como sempre, vasto: 3 quartos, escritório, salas de estar e jantar, garagem, cozinha, três instalações sanitárias e piscina…

O programa ocuparia quase todo o lote, o que nos levou à procura de uma estratégia compositiva criativa e versátil.

 

Nell’architettura popolare esiste una natura etica ed estetica senza alcuna influenza di carattere politico e dove il vernacolo assume un valore morale. L’architettura deve essere dunque una storia di amore: amore per il paesaggio, amore per il territorio, amore per l’architettura che nascerà. È di questo amore che deve nascere la volontà di immaginare il futuro. Non possiamo dimenticarci che ciò che ci aiuta a sopravvivere in un mondo globale e competitivo è precisamente la nostra diversità, alimentata dalle radici della nostra identità, quell’identità racchiusa nell’architettura popolare. Nel progetto della CASA PER UN FALEGNAME, situato anche’ esso nel Nord del Portogallo, ci è stato affidato un terreno molto piccolo, in piena campagna, circondato da case di non eccellente qualità architettonica, mediocri, nulla di interessante da vedere attorno, solo scorci di natura a piccole dosi.  Il programma richiesto é, come sempre, vasto: tre camere, ufficio, sala, garage, cucina, 3 bagni, piscina… Il programma occupava tutto il lotto, dovevamo trovare una strategia compositiva.

Concept 01. Carpenter House

 

Imaginamos, portanto, que este lote fosse como uma cidade, levando-nos até aos limites consentidos, pensando na fragmentação das suas casas, as suas ruas estreitas e as suas amplas estradas, aos seus serviços, ao vazio das suas praças e aos lugares de convívio.

Rompemos, então, aquele grande volume que continha todo o programa requerido para sucessivamente dividi-lo em elementos mais pequenos que hospedassem os serviços como os quartos, cozinha, o escritório e as instalações sanitárias (como as casas de uma cidade);

Entre um volume e outro existem aqueles espaços mais estreitos, os corredores de luz que capturam fragmentos da paisagem (as vielas da cidade) e aqueles espaços maiores (as estradas da cidade), levando-nos até aos limites consentidos (a periferia da cidade). 

 

Abbiamo dunque immaginato che questo lotto fosse una città, portandoci fino ai limiti consentiti, pensando alla frammentazione delle sue case, ai suoi vicoli stretti e alle sue ampie strade, ai suoi servizi, al vuoto delle sue piazze e ai luoghi dello stare insieme.Abbiamo dunque rotto quella grande box che conteneva tutto il programma richiesto per dividerla in elementi più piccoli che ospitassero i servizi come camere, cucina, studio e bagni (le case della città);  tra una box e l’altra esistono quegli spazi più stretti, i corridoi di luci che catturano frammenti di paesaggio ( i vicoli della città) e quelli più grandi (le strade della città), portandoci fino ai limiti consentiti (le periferie della città).

 

 

 

Concept 02. Carpenter House

Concept 03. Carpenter House

 

A sala hóspeda o mais nobre dos programas requeridos, é a praça, é o vazio, o espaço que se mistura com o exterior graças à transparência dos teus envidraçados e onde convergem todas as atividades. 

Espaço de convívio, a Praça das cidades italianas.

A praça é a beleza das cidades italianas, onde percorrendo aquelas estradas e aquelas vielas escuras e estreitíssimas do centro, nos sentimos forçados e comprimidos, uma genial preparação à descompressão da grande praça. Quando pois se chega à praça somos inundados por uma luz natural fortíssima, de um espaço vivo, amplo, que acolhe múltiplas atividades, perfumes e ruído, o coração vivo das cidades italianas.

A sala, portanto, encarrega-se deste significado e só restava cobrir esta praça com uma grande cobertura, que a protegesse e lhe permitisse hospedar as suas atividades.

 

La sala ospita il più nobile dei programmi richiesti, è la piazza, è il vuoto, lo spazio che si mischia con l’esterno grazie alla trasparenza delle sue vetrate e dove convergono tutte le attività, lo spazio dello stare insieme, la piazza delle città italiane. La piazza è la bellezza delle città italiane dove percorrendo quelle strade e quei vicoli bui e strettissimi del centro ci si sente costretti e compressi, una geniale preparazione alla decompressione della grande piazza. Quando poi si raggiunge la piazza si viene inondati da una luce naturale fortissima, di uno spazio vivo, ampio, che accoglie molteplici attività, profumi, rumori, il cuore vivo delle città italiane. La sala dunque si carica di questo significato e non rimaneva altro che coprire questa piazza con una grande copertura, che la proteggesse e le permettesse di ospitare le sue attività.

 

 

Concept 04. Carpenter House

 

O tema da agregação social num lugar de convergência não pertence só à cultura italiana, mas é um daqueles princípios que nos acompanha desde sempre, assim como aqui em Portugal no Vale dos Espigueiros. 

Analisando a localização destes agregados, pode-se notar como eram escolhidos, acuradamente, sempre lugares sobrelevados. Pelo contrário, a sua implantação nasce de uma maneira espontânea, tudo em torno a estas praças chamadas Eiras, espaços ao ar livre que permitem o trabalho coletivo de uma comunidade e do estar em conjunto.

 

Il tema dell’aggregazione sociale in un luogo di convergenza non appartiene solo alla cultura italiana, ma è uno di quei principi che ci accompagna da sempre, anche qui in Portogallo nella “Vale dos Espigueiros”. 

Analizzando la localizzazione di questi aggregati, si può notare come vengano scelti, accuratamente, sempre luoghi più alti. L’impianto invece nasce in maniera spontanea, tutt’attorno a queste piazze chiamate EIRAS, spazi all’area aperta che permettono il lavoro collettivo della comunità, lo stare insieme.

 

Planta Espigueiros. Norte Portugal

Planimetria Granai. Nord Portogallo

 

Ainda outra vez, o espaço acolhe uma urgência do homem, sendo os seus princípios preservados na história.

Ancora una volta lo spazio accoglie un’urgenza dell’uomo e la storia ne custodisce i principi. 

 

O projeto da Casa Para Um Carpinteiro assim ganha forma.

Il progetto della Casa per un falegname cosí prende forma.

Planta do Projeto CASA PARA UM CARPINTEIRO. Norte Portugal. LOPES PERTILE ARCHITECTS

Pianta del Progetto CASA PER UN FALEGNAME. Nord Portogallo. LOPES PERTILE ARCHITECTS

Continuando a nossa pesquisa na arquitetura popular portuguesa encontramos a “casa sequeiro”, uma tipologia de casa que nasce mais uma vez desta região do milho, onde trabalho, habitar e lugar se fundem. 

Estas casas tem um piso térreo que acolhe as funções diárias enquanto no primeiro piso, longe dos ratos do campo, encontra-se um um espaço para secar o milho através destas grandes varandas que aproveitam o vento que entra através de pequenas fissuras entre os painéis de madeira, ligeiros e permeáveis. (SEMIABERTAS)

 

Continuando la nostra ricerca nell’architettura popolare portoghese abbiamo incontrato la “CASA SEQUEIRO” ( Casa Granaio) , una tipologia di casa che nasce ancora una volta da questa “regione del mais”, dove lavoro, abitare e luogo si fondono. 

Queste case hanno un piano terra che accoglie le funzioni diarie e al primo piano, lontano dai topi si trova un semi-pieno, uno spazio per seccare il mais attraverso queste grandi verande che approfittano del vento che entra attraverso le piccole fessure tra i pannelli di legno, leggeri e permeabili.

 

 

 

Casa Sequeiro.  Norte Portugal

Casa Granaio. Nord Portogallo

 

Por fim, tudo é protegido por uma cobertura imponente, que protege das intempéries, presente e majestosa.

Estes espaços para secar o milho que adquirem o nome de Sequeiros oferecem-se como exemplo equilibrado do ponto de vista plástico, um documento humano, uma elegância do sabor latino na sua lógica construtiva e um desenho ortogonal de uma gravidade monolítica.

 

Tutto infine viene protetto da una copertura imponente, presente, che protegge dalle intemperie, maestosa. Questi spazi per seccare il mais che prendono il nome di SEQUEIROS si offrono come esempio equilibrato dal punto di vista plastico, un documento umano, un’eleganza dal sapore latino nella sua logica costruttiva e un disegno ortogonale di una gravità monolitica.

 

 

Casas Sequeiro.  Norte Portugal. 

Case Granaio. Nord Portogallo. 

 

Quanto mais estudávamos arquitetura tradicional portuguesa mais nos fascinava como aquele uso sábio da madeira, daquelas fissuras, daquele detalhe construído alternando luz e sombra o sábio jogo de cheio e vazio, lembrando-nos das casas brasileiras contemporâneas que tanto observarmos e que raptaram a nossa atenção. 

Estes dois países, Portugal e Brasil, estão ligados imprescindívelmente da língua, da cultura e da sua história. 

Estudando o manual “Inquérito Sobre a arquitetura popular em Portugal na prefação de Nuno Pereira é sublinhado o interesse amadurecido por parte dos brasileiros na arquitetura vernacular portuguesa. 

Para além da cultura, história e língua, Portugal e Brasil, partilham também a sorte de uma disponibilidade da matéria-prima, a madeira, mas no fundo, encontramos para fins diversos um uso comum deste material.

Assim, o expediente da justaposição do ripado de madeira para favorecer a ventilação natural é utilizado em Portugal para secar o milho, enquanto que no Brasil é utilizado como remédio ao clima tropical, prendendo o nome de COBOGÓ.

 

Più studiavo l’architettura tradizionale portoghese più rimanevo affascinata di come quell’uso sapiente del legno, di quelle fessure, di quello dettaglio costruito nell’alternarsi di luci-ombre nel sapiente gioco di pieno-vuoto, mi ricordasse le case brasiliane contemporanee che tanto ho osservato e che hanno rapito la mia attenzione. 

Questi due paesi Portogallo e Brasile sono legati imprescindibilmente dalla lingua, dalla cultura e dalla loro storia. Studiando il manuale “INQUERITO SOBRE A ARQUITECTURA POPULAR EM PORTUGAL” nella prefazione di Nuno Pereira viene sottolineato l’interesse maturato da parte dei brasiliani verso l’architettura vernacolare portoghese. Oltre che la cultura, storia e lingua Portogallo e Brasile condividono anche la fortuna di una disponibilità della materia prima, il LEGNO e infondo per fini diversi ho riscontrato un’utilizzo comune di questo materiale.  Cosi l’espediente della giustapposizione dei ritti in legno per favorire la ventilazione naturale viene utilizzata in Portogallo per seccare il mais, cosi viene utilizzato in Brasile come rimedio al clima tropicale, prendendo il nome di COBOGÒ.

 

 

 

Esquerda : Sequeiro Quadrado, Portugal.     Direita : CasaToblerone, Studio MK27, Brasil.

  Sinistra : Granaio Quadrato, Portogallo.     Destra : CasaToblerone, Studio MK27, Brasile.

 

 

Talvez para tantos o cobogó seja um elemento arquitectónico já conhecido, um pouco como o pátio é para quem vive nos países do Mediterrâneo.

Conhecemos este incrível expediente arquitetónico lendo o livro La Casa Felice, de Filippo Bricolo que descreve o trabalho de Márcio Kogan. Ele reinterpreta este tema criado em Recife e difuso por Lúcio Costa, tornando-se um dos símbolos indistinguíveis da arquitetura contemporânea brasileira.

Mais uma vez descobrimos como o cobogó tenha origem na arquitetura das origens, aquela árabe, das MUXARABIS, importado no Brasil durante a colonização portuguesa.

 

 

Forse per tanti il  Cobogò sarà una elemento architettonico già conosciuto, un pò come il Patio è per chi vive nel paesi del Mediterraneo, ma per me, un’italiana sbarcata in Portogallo che studia l’architettura brasiliana, questo tema è stata una scoperta.  Sono venuta a conoscenza di questo incredibile espediente architettonico leggendo il libro “LA CASA FELICE” di Filippo Bricolo che descrive il lavoro di Marcio Kogan. Lui reinterpreta questo tema creato a Recife e diffuso da Lucio Costa diventando uno dei segni indistinguibili dell’architettura contemporanea brasiliana.  Ancora una volta scopro come il cobogò abbia origine nell’architettura delle origini, quella araba, dai MUXARABIS, importato in Brasile durante la colonizzazione Portoghese. 

 

Muxarabi

 

A religião islâmica não prevê a concretização da imagem de Alá por mão humana, tudo isto levou a esta cultura a plasmar a luz, máxima expressão divina, através das formas geométricas feitas por motivos que deixam passar a luz no magnífico jogo de luz e sombra.

As muxarabis, portanto, desembarcam no Brasil com a finalidade de permitir uma maior ventilação e luminosidade no interior das casas que sofrem de uma exposição à temperatura altíssima, tornando-se um amenizador climático, o Cobogó: uma solução simples, económica, símbolo da arquitetura popular brasileira.

 

La religione islamica non prevede la concretizzazione dell’immagine di Allah per mano umana, tutto ciò ha portato questa cultura a plasmare la luce, massima espressione divina, attraverso le forme geometriche fatte di motivi che lasciano passare la luce nel magnifico gioco di luce e ombra. 

Il muxarabis dunque sbarca in Brasile con la finalità di permettere una maggior ventilazione e luminosità all’interno delle case che soffrono di un’esposizione a temperature altissime diventando un “amenizador” climatico, diventa il Cobogò: una soluzione semplice e economica, il segno dell’architettura popolare brasiliana.

 

 

 

Cima á Esquerda : Sequeiro, Portugal.     Outras : Casas, Studio MK27, Brasil.

 Alto a Sinistra : Granaio, Portogallo.       Resto : Case, Studio MK27, Brasile.

 

 

Assim, Portugal, Itália e Brasil encontram-se, fundem-se e misturam-se na reinterpretação de temas, culturas, histórias, tradições e contemporaneidade no doce jogo de arquitetura, na Casa Para Um Carpinteiro.

Portugal, aqui onde acaba a Europa, o limite último do Mediterrâneo, aqui onde acabam as oliveiras como dizia o notável poeta, é um lugar poupado das modas e dos movimentos de massa.

A grande sorte de trabalhar neste país reside próprio nas suas necessidades.

Aqui falta a grande indústria, a qual se substitui com a unicidade do artesanato.

Aqui falta uma economia forte e rica, à qual a arquitetura responde com os materiais primordiais: luz, sombra, matéria e vazios, tudo unido pelo desenho, aquele à mão, aquele do arquiteto.

Aqui finalmente pode-se encontrar uma arquitetura livre, verdadeira, que preserva os princípios de sempre, aqueles que não temem o tempo, aqueles que nos salvam do tempo, aqueles que representam a nossa contemporaneidade e o nosso tempo, porque não é oprimido pela História, mas esta é outra história… 

 

Cosi Portogallo, Italia, Brasile s’incontrano, si fondono, si mescolano nella reinterpretazione di temi, culture, storie, tradizioni e contemporaneità nel dolce gioco dell’architettura, nella CASA PER UN FALEGNAME. Il Portogallo, qui dove finisce l’Europa, il limite ultimo del Mediterraneo, qui dove “finiscono gli Ulivi”come diceva un noto poeta, in questo luogo risparmiato dalle mode e dalla massa. La grande fortuna di lavorare in questo paese risiede proprio nelle sue mancanze. Qui manca la grande industria, alla quale si sostituisce l’unicità dell’artigianato. Qui manca un’economia forte e ricca, alla quale l’architettura risponde con i materiali primordiali: luce, ombra, materia e vuoti, tutto tenuto insieme dal disegno, quello a mano, quello dell’Architetto. Qui finalmente si può incontrare un’architettura libera, vera, che custodisce i principi di sempre, quelli che non temono il tempo, quelli che ci salvano dal tempo, quelli che rappresentano la nostra contemporaneità,  il nostro tempo perché non schiacciata dalla propria storia, ma questa è un’altra storia…

CASA PARA UM CARPINTEIRO. Ponte de Lima. Portugal. LOPES PERTILE ARCHITECT

 CASA PER UN FALEGNAME. Ponte de Lima.Portogallo.  LOPES PERTILE ARCHITECTS

Casa do Horizonte

Location : Ponte de Lima , Portugal

Year : 2019 –

Status : Ongoing

Services : Architectural Design • Executive planning • Construction Management • Artistic and Technical Direction • Custom-made Furniture • Selection of materials • Budget Management

3D Images : Simone Antonelli Images

 

 

Description of project:

 

PT


 

Existem medidas e relações espaciais na arquitetura, que se tornaram lugares comuns, muitas vezes impostas, como o facto que o comprimento de um quarto não deve superar o dobro da sua largura ou que geralmente a sua largura seja mais ou menos igual ao dobro da sua altura.

Quando temos a audácia de contornar estas proporções e as regras comuns da linguagem arquitetónica, pode-se introduzir em uma obra, uma precisa sensação, que abate os preconceitos do imaginário coletivo, transformando a liberdade da composição arquitetónica, em poesia.

 

O projeto da Casa do Horizonte quer fazer isso, comprimindo e dilatando as proporções do espaço difunde-se uma sensação de paz, diminui a tenção, o olhar acalma-se e quem habita a casa vive essa mesma distensão.

O projeto, portanto, segue a longa linha do horizonte, interrompida somente por um vazio que é um intervalo, uma fuga, uma pausa, o seu centro, rigorosamente não baricêntrico.

Esta interrupção à longitudinalidade da casa, hospeda a grande zona de viver, que graças aos seus envidraçados, elimina o limite entre interior e exterior, porque um é a continuidade do outro, tornando-se um único espaço aberto.

Esta pausa arquitetónica sai do longo volume, graças à continuidade do seu solarium, estendendo-se ortogonalmente em direção à paisagem, introduzindo uma nova axialidade à linha principal.

 

A casa, por isso, é caracterizada por um forte oculto dinamismo, vivendo de duas grandes forças: o movimento linear contínuo da casa longa e aquele oposto centrífugo, do grande vazio, que se estende em direção a paisagem.

O eixo que sai, forte e decidido, conclui-se no emocionante espelho de água que se funde com a paisagem.

 

A escolha da horizontal dilatação espacial, é em contratendência à época atual, àquele dinamismo vertical do mundo citadino.

O verdadeiro luxo é o contacto com a terra e o querer-se radicar, circundados por uma paisagem incontaminada no horizonte.

 

Assim nasce a Casa do Horizonte, uma ode ao horizonte.

 

Publications : 


 

Galeria 155

Location : Viana do Castelo , Portugal

Year : 2018 –

Status : Ongoing

Services : Renovation Project – Architectural Design • Executive planning • Construction Management • Artistic and Technical Direction • Custom-made Furniture • Selection of materials

 

Description of project:

 

EN


GALERIA 155

A renovation for artistic tourism

 

The project stems from a very incisive pre-existence, a narrow and long space, from which ends open to the outside, albeit in a timid way.

Our goal is transforming this long corridor into a home for tourism.

 

The conformation of the pre-existence is typical of the townhouses of Mediterranean countries which is completed in the presence of a patio, which brings great wealth to the house.

 

The project wants to maintain the characteristics of its spatial conformation that finds its essence in the explanation of the meaning of the word GALLERY:

 

an almost underground forced passage among the artistic works;

a passage no longer shy, from the public dimension of the city to the private one of the patio;

a promenade we want to free to bring it back to its original condition.

 

The compactness of the services is the real gesture of this project, which wants to free the space from everyday functions.

Those who will use this space will stay in this house for a short time in a fleeting and rapid way, so we would like to offer not just a house, but an experience.

A gallery where living blends with art, an experience that frees itself from noise, frenzy, the accumulation of objects and distractions to rediscover the spatial freedom that inevitably leads to intellectual freedom.

 

The freedom and cleanliness of space are the soul of this project where

the fusion of Western functionality,

the harmony of minimal Japanese spaces

and Mediterranean beauty

 

merge into a single experience to be granted to those who, for few days, want to indulge themselves to the experience of Gallery 155.